O que é a COVID-19?

Coronavírus é um grupo de vírus que causam principalmente infecções respiratórias. O primeiro coronavírus foi descoberto em 1937. Desde então, foram descritos vários subtipos de coronavírus. Atualmente, nesta pandemia, o agente em questão é um novo coronavírus, chamado de Sars-Cov-2. Foi descoberto no final do mês de dezembro de 2019, na China. Esse grupo de vírus leva este nome devido a sua aparência na microscopia eletrônica, parecendo uma coroa. A doença causada por ele é chamada de COVID-19 (Coronavirus Disease).

Como a COVID-19 é transmitida?

A principal forma de transmissão é de pessoa para pessoa, ou seja, a contaminação pode ocorrer por gotículas eliminadas pela fala, espirro ou tosse ou contato com as mãos ou objetos contaminados. Qualquer pessoa que tenha contato próximo (cerca de 1m) com alguém com sintomas respiratórios está em risco de ser exposta à infecção. A transmissão pode ocorrer por secreções contaminadas, como:

  • gotículas de saliva eliminadas na fala;
  • espirro;
  • tosse;
  • catarro;
  • toque ou aperto de mão;
  • contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato das mãos com a boca, nariz ou olhos.

Estado de São Paulo
Monitoramento

*informações proveniente de Dados Públicos

Por quanto tempo a COVID-19 é transmitida?

Provavelmente os primeiros 3 a 5 dias de início dos sintomas são os de maior transmissibilidade, entretanto é recomendado o isolamento dos doentes por 14 dias. No entanto, estudos mostram que a transmissão pode ocorrer mesmo sem o aparecimento de sinais e sintomas. Ou seja, você pode ter o vírus sem saber e já estar transmitindo.

Quanto tempo o vírus sobrevive nas superfícies?

De acordo com estudo recentes, o vírus da COVID-19 pode sobreviver até 3 dias (72 horas) em superfícies como aço, inox e plástico; até 1 dia (24 horas) em papelão, até 4 horas em superfícies de cobre e de 40 minutos a 2 horas e meia em partículas suspensas no ar e em poeiras.
Em relação à tecidos, ainda não há estudos realizados especificamente com o coronavírus, mas, de forma geral, os vírus podem ter sobrevida de 3 a 4 dias.

Quais os sintomas da COVID-19?

Os sintomas da COVID-19 podem variar de um simples resfriado até uma pneumonia grave, sendo os mais comuns a febre, tosse e cansaço.

As vezes pode haver dores no corpo, coriza, dor de garganta e diarreia.

Algumas pessoas infectadas podem não apresentar nenhum sintoma e acabam nem sabendo que se infectaram.

Como é definido um caso suspeito de COVID-19?

Nesta fase de transmissão comunitária (detecção de casos sem vínculo com viagem internacional, nem contato com pacientes confirmados com COVID-19), tanto pacientes com resfriado, como com “síndrome gripal” ou síndrome respiratória aguda grave, podem ter COVID-19. Logo, todos pacientes com essas apresentações clínicas passam a ser casos suspeitos e devem ser colocados em isolamento respiratório domiciliar por 14 dias.

Devo ficar em casa mesmo sem sintomas? Por quê?

Sim, o isolamento social é indicado visto que a COVID-19 pode se manifestar de formas diversas, como quadros respiratórios leves a quadros mais graves, podendo, também, ser assintomático. Assim, a melhor forma de evitar a transmissão e infecção pelo vírus é ficar em casa.

A diferença no isolamento para pessoas com suspeita ou confirmação para 2019-nCoV que não precisam de internação é que estas devem seguir isolamento por 14 dias após o início dos sintomas, com precauções para evitar contaminação dos demais moradores da casa.

A tabela ao lado / abaixo apresenta orientações importantes sobre como realizar o isolamento de forma efetiva:

Quais os sinais de gravidade? Quando devo procurar o hospital?

Os sinais de gravidade que indicam a procura do hospital são:

Falta de ar (andar e ficar ofegante, perder o fôlego com atividades simples do dia-a-dia como tomar banho, escovar os dentes…);

Febre (maior que 38०C) persistente por mais de 24h e que não melhora com o uso de dipirona ou paracetamol.

Mesmo pessoas idosas, e/ou que tenham alguma doença crônica como hipertensão e diabetes, devem ficar em casa e não procurar o pronto-atendimento se seus sintomas forem leves!

Por que não posso procurar o pronto socorro se tiver sintomas leves?

Devido a quantidade de pessoas nas salas de espera dos hospitais e UPAS, a chance de transmissão da doença entre os pacientes é maior! Sendo assim, o paciente corre o risco de transmitir o vírus, ou até mesmo de se infectar caso ainda não esteja infectado;
acaba sobrecarregando ainda mais o sistema de saúde, que no momento precisa focar nos casos mais graves!

O SUS criou um aplicativo, gratuito, onde é possível colocar os sintomas que você está sentindo, assim como outras informações, para que seja avaliado se é necessário procurar atendimento médico ou não: Coronavírus – SUS

Quais os grupos de risco para complicações?

Os grupos de risco para complicações são:

  • Idade > 60 anos ou ≤ 2 anos
  • Pessoas com doenças prévias, como hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, doenças respiratórias crônicas ou diabetes
  • Pessoas com câncer
  • Tabagistas
  • Imunossuprimidos

Quais as complicações da COVID-19?

O principal sinal de complicação é a falta de ar. A partir disso, o paciente pode evoluir com síndrome respiratória aguda grave – SRAG – em cerca de 20% dos casos; lesão cardíaca aguda em 12% dos casos e infecção bacteriana secundária em aproximadamente 10% dos casos analisados. E, por fim, o paciente pode evoluir para óbito. No momento (24/03/2020) o Brasil apresenta uma taxa de letalidade de 1,79%, mas pode variar de acordo com a qualidade da assistência médica e hospitalar de cada região.

Como é feito o diagnóstico?

O exame específico para diagnosticar a COVID-19 chama-se PCR em tempo real. No momento esse exame está sendo reservado para pacientes com sintomas graves da doença. Assim que houver uma disponibilidade maior de testes todas as pessoas com sintomas da doença, mesmo leves, deverão ser testadas. Pacientes sem sintomas não devem realizar o teste.

Existe tratamento para a COVID-19?

Não existe tratamento específico para infecções causadas por coronavírus humano, já que os estudos para drogas potencialmente eficazes ainda estão em fases preliminares. No entanto, algumas medidas devem ser tomadas diante do possível quadro de coronavírus:

  • Repouso
  • Hidratação (ingestão de bastante água e líquidos)
  • Em casos de dor e febre, podem ser usados analgésicos e antitérmicos. De preferência, dipirona ou paracetamol, por serem mais seguros.

Em caso de sintomas mais graves, a terapia com oxigênio pode ser instituída, mas apenas mediante avaliação médica.

Como deve ser feita a prevenção da COVID-19?

  • Tirar os sapatos e a roupa ao chegar em casa.
  • Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo.
  • Evite sair de casa e, caso seja estritamente necessário, evite aglomeração de pessoas.
  • Ficar em casa quando estiver doente. Se apresentar algum sinal de complicação, procure atendimento médico.
  • Esteja sempre atualizado sobre as informações da COVID-19. Siga as recomendações de saúde nacionais e municipais e do seu médico.

ATENDIMENTO HOSPITAL DA PUC-CAMPINAS

Quais atendimentos do Hospital da PUC-Campinas estão mantidos?

Estão mantidos apenas:

  • CIRURGIAS: eletivas do convênio SUS – oncológicas, cardíacas e procedimentos hemodinâmicos.
  • EXAMES LABORATORIAIS para gestantes, mantoux (imunodeprimidos), RNI (anticoagulação), oncologia, nefrologia/hemodiálise, infectologia, insuficiência cardíaca.
  • RAIO X para pacientes da oncologia, cardiologia e nefrologia.
  • ULTRASSONOGRAFIA para as pacientes obstétricas e oncologia.
  • MAMOGRAFIA para as pacientes oncológicas.
  • BIÓPSIA para as pacientes oncológicas.
  • ENDOSCOPIA (Endoscopia, Colonoscopia e Broncoscopia) para os pacientes da oncologia.
  • MÉTODOS GRÁFICOS (Ecocardiograma, Teste Ergométrico, Holter e Mapa) para os pacientes da oncologia, cardiologia e obstétricos (Eco fetal).
  • RESSONÂNCIA E TOMOGRAFIA para os pacientes da oncologia e cardiologia.
  • CINTILOGRAFIA para os casos de miocárdio, iodoterapia e óssea.
  • URGÊNCIA, EMERGÊNCIA E INTERNADOS
  • CONSULTAS AMBULATORIAIS do convênio SUS para gestantes de alto risco, pós-operatório, nefro/hemodiálise, oncologia e quimioterapia

Estão suspensos:

  • CIRURGIAS eletivas do convênio SUS que não sejam oncológicas, cardíacas ou procedimentos hemodinâmicos.
  • EXAMES – Todos os EXAMES LABORATORIAIS que não sejam para pacientes gestantes, mantoux (imunodeprimidos), RNI (anticoagulação), oncologia, nefrologia/hemodiálise, infectologia, insuficiência cardíaca.
  • Todos os EXAMES DE RAIO X, que não sejam para pacientes da oncologia, cardiologia e nefrologia.
  • Todos os EXAMES DE ULTRASSONOGRAFIA, que não sejam para as pacientes obstétricas e oncologia.
  • Todos os EXAMES DE MAMOGRAFIA, que não sejam para as pacientes oncológicas.
  • Todos os EXAMES DE BIÓPSIA, que não sejam para as pacientes oncológicas.
  • Todos os EXAMES DO SERVIÇO DE ENDOSCOPIA (Endoscopia, Colonoscopia e Broncoscopia), que não sejam para os pacientes da oncologia.
  • Todos os EXAMES DE MÉTODOS GRÁFICOS (Ecocardiograma, Teste Ergométrico, Holter e Mapa), que não sejam para os pacientes da oncologia, cardiologia e obstétricos (Eco fetal).
  • Todos os EXAMES DE RESSONÂNCIA E TOMOGRAFIA, que não sejam para os pacientes da oncologia e cardiologia.
  • Todos os EXAMES DE CINTILOGRAFIA, que não sejam para os casos de miocárdio, iodoterapia e óssea.
  • CONSULTAS: Todas as AMBULATORIAIS do convênio SUS que não sejam para gestantes de alto risco, pós-operatório, nefro/hemodiálise, oncologia e quimioterapia

Esclarecimento de dúvidas:

CONSULTAS pelos ramais: 3343-8302 e 3343-8364 (falar com Elisângela e Sueli)

EXAMES pelos ramais: 3343-8135 e 3343-8657 (falar com Débora e Paula)

Quais os horários de visitas a pacientes internados?

Pacientes internados:

Idosos, crianças e parturientes têm assegurado acompanhante conforme legislação

Restrição de visita aos pacientes:
1 pessoa por dia

Idosos e pessoas com sintomas de gripe (febre, dor de garganta e tosse) NÃO deverão realizar visitas.

Horários:

  • Unidades de Internação (Enfermaria): das 10h às 12h
  • Unidades de Terapia Intensiva UTI (Adulto Coronária e Pediátrica): das 14h30 às 15h30
  • Unidades de Urgência e Emergência: das 16h30 às 17h

INFORMATIVOS

ACONTECE

Perguntas e Respostas

O que é pandemia?

É uma epidemia de magnitude global, ou seja, todas as pessoas, em qualquer país estão sob risco de se infectar.

O que é transmissão comunitária?

É um estágio da epidemia em que não se consegue mais rastrear qual pessoa foi a fonte da infecção. No início da epidemia, por exemplo, observamos que todos os casos haviam retornado de viagem do exterior ou haviam tido contato com alguém com histórico de viagem, então era possível rastrear essa cadeia de infecção. Atualmente os casos já vêm ocorrendo sem que possamos fazer esse rastreamento, ou seja, são tantas pessoas infectadas que qualquer contato mais próximo com qualquer pessoa pode trazer risco de infecção.

Quais as diferenças entre a COVID-19 e uma gripe ou resfriado?

Ainda estamos conhecendo essa doença mais a fundo, mas de acordo com os dados atuais é possível observar que os sintomas mais frequentes dos casos notificados são tosse seca, febre e falta de ar. Sintomas de via aérea superior como espirros, secreção nasal e dor de garganta não tão comuns. Já nos resfriados esses sintomas costumam aparecer com mais frequência. Além disso, a COVID-19 tem se mostrado uma doença mais grave que a gripe, com uma maior taxa de hospitalizações e maior risco de óbito.

Quem precisa usar máscara?

Na população geral só devem utilizar máscaras as pessoas com sintomas respiratórios, ou seja, que estejam tossindo, espirrando, e também as pessoas que moram com um sintomático respiratório, nas situações em que for necessário se aproximar dessa pessoa, ficar a menos de um metro dela.

No tratamento em casa, quais remédios tomar?

Analgésicos e antitérmicos comuns, como dipirona e paracetamol.

Qual produto utilizar na limpeza doméstica?

Qualquer desinfetante comumente utilizado em casa é capaz de matar o vírus. Álcool, desinfetantes a base de cloro são exemplos.

Quais os cuidados com as crianças?

Para as crianças devem ser adotadas as mesmas medidas de distanciamento social, evitando ao máximo contato com outras pessoas, principalmente idosos e indivíduos com comorbidade, uma vez que, mesmo assintomáticas podem transmitir a doença caso estejam infectadas.

Quais os cuidados com idosos?

O idosos devem adotar da forma mais intensa possível essas medidas de distanciamento social, pois, caso adoeçam, tem um risco maior de apresentar formas mais graves da doença.

Quais os cuidados para as gestantes? Posso continuar amamentando?

Para as gestantes devem ser adotadas as mesmas medidas de distanciamento social, evitando ao máximo contato com outras pessoas. Não há contraindicação para amamentar, mas se a mãe estiver sintomática deve adotar todos os cuidados para não transmitir a doença à criança, por exemplo utilizando máscara enquanto estiver próxima da criança e sempre higienizar as mãos antes de tocar a criança.

A COVID-19 é transmitida no momento do parto?

Não há relatos consistentes de transmissão de COVID-19 durante a gestação ou no momento do parto. Haverá um risco maior de transmissão durante o cuidado com a criança, caso a mãe esteja apresentando sintomas respiratórios. 

Quais os cuidados para portadores de doenças autoimunes?

Os portadores de doenças autoimunes devem adotar da forma mais intensa possível essas medidas de distanciamento social, pois, caso adoeçam, tem um risco maior de apresentar formas mais graves da doença.

Posso ir ao mercado?

Caso seja necessária a ida ao mercado deve se ter o máximo cuidado como as mãos. Procure higienizar as mãos com frequência pois estará a todo momento tocando superfícies e produtos. Mantenha distância de pelo menos um metro de outras pessoas. Evite ao máximo levar as mãos ao rosto, principalmente aos olhos, nariz e boca. Se estiver com sintomas respiratórios evite sair de casa e peça, quando possível, para outra pessoa ir ao mercado.

Quais os cuidados tomar no transporte público?

Caso seja necessária a utilização de transporte público deve se ter o máximo cuidado como as mãos. Procure higienizar as mãos com frequência pois estará a todo momento tocando superfícies. Mantenha, se possível, distância de pelo menos um metro de outras pessoas. Evite ao máximo levar as mãos ao rosto, principalmente aos olhos, nariz e boca. Se estiver com sintomas respiratórios evite sair de casa.

Os exames de rotina necessários podem ser mantidos?

Se possível aguardar para evitar sair de casa.

Minhas roupas ficam contaminadas pelo vírus? E por quanto tempo?

Sim! Provavelmente por horas a dias. Por isso é sempre importante tirar a roupa e tomar banho logo ao chegar em casa.

Meus animais de estimação podem pegar?

Não há informações consistentes que indiquem essa possibilidade. Apesar de haver alguns pouquíssimos relatos de animais infectados em outros países não parece ser algo relevante.

Posso tomar a vacina da gripe?

A vacina contra Influenza deve ser realizada para todos os grupos indicados visando a diminuição do número de pessoas com infecções respiratórias e também reduzindo as necessidade de internações por Influenza. Além disso, estando protegido contra o H1N1 por meio da vacina, evita que as duas infecções possam acontecer ao mesmo tempo e que haja o desenvolvimento de um quadro mais grave.

Vitamina C ajuda?

Não!

Hidroxicloroquina funciona?

Há vários estudos em andamento. Ainda não há informações consistentes para recomendar o uso com segurança. Ninguém deve utilizar esta medicação sem orientação médica.

Pega só uma vez?

Provavelmente sim. Ainda não há informações consistentes para que tenhamos certeza disso, mas a pessoa que se infecta desenvolve anticorpos que possivelmente a tornará imune a uma nova infecção, pelo menos temporariamente.

Porque as crianças não entram no grupo de risco?

De acordo com as informações sobre a doença em outros países, de fato observamos que a incidência da doença em crianças é baixa. E, mesmo quando ocorrem, são casos leves na maioria das vezes. Apesar disso, não devemos de maneira nenhuma descuidar ou minimizar o risco em crianças pois já houve notificações de casos graves e mortes em crianças.

Se não tiver máscara, tem alguma alternativa?

Na população geral só devem utilizar máscaras as pessoas com sintomas respiratórios, ou seja, que estejam tossindo, espirrando, e também as pessoas que moram com um sintomático respiratório, nas situações em que for necessário se aproximar dessa pessoa, ficar a menos de um metro dela.

Bebidas quentes ajudam a eliminar o vírus?

Não.

Correspondências e produtos da china podem vir contaminados?

Independentemente da origem do produto deve-se realizar a limpeza e desinfecção de embalagens e produtos entregues em casa pois várias pessoas manipularam e tocaram esses materiais antes de chegar até nós.

Pessoas que faleceram devido à COVID-19 podem transmitir o vírus?

Há risco de infecção por contato com fluidos e secreções.

Tenho que ter cuidado com as comidas do delivery?

Independentemente da origem do produto deve-se realizar a limpeza e desinfecção de embalagens e produtos entregues em casa pois várias pessoas manipularam e tocaram esses materiais antes de chegar até nós.

Posso me contaminar por um corte na minha pele?

Somente se uma pessoa infectada tossir ou espirrar próximo a esse ferimento ou se a pessoa tocar, com as mãos sujas, esse ferimento.

Quantos dias a pessoa infectada começa a sentir os sintomas ?

Por volta de 5 dias, mas o período de incubação máximo é de 14 dias.

A pessoa pode ter o vírus e não ter os sintomas que tanto falam?

Pode. Acredita-se que a maioria das pessoas que adquirem o vírus não apresente sintomas.

Devo usar máscara mesmo não tendo sintoma algum?

Na população geral só devem utilizar máscaras as pessoas com sintomas respiratórios, ou seja, que estejam tossindo, espirrando, e também as pessoas que moram com um sintomático respiratório, nas situações em que for necessário se aproximar dessa pessoa, ficar a menos de um metro dela.

A pessoa pode ter a infecção pelo vírus mais de uma vez?

Provavelmente não. Ainda não há informações consistentes para que tenhamos certeza disso, mas a pessoa que se infecta desenvolve anticorpos que possivelmente a protegem de uma nova infecção, pelo menos temporariamente.

CORONAVÍRUS E A SAÚDE MENTAL DA POPULAÇÃO

11 PASSOS PARA VOCÊ REDUZIR O SOFRIMENTO CAUSADO PELA ANGÚSTIA, MEDO, ESTRESSE, ANSIEDADE E P NICO DA NOVA PANDEMIA

  1. Entenda que sentir-se inseguro é normal diante dessa situação. Portanto, respeite seus sentimentos. Apenas não é normal torna-se disfuncional, prejudicando a si mesmo, com falhas nos auto-cuidados. Se você se encontra assim, procure ajuda profissional.Você pode procurar a Unidade Básica de Saúde/ Unidade de Saúde da Família (postinho) mais próximo de sua moradia. Em caso de sofrimento psíquico mais intenso e/ou em situação de maior vulnerabilidade, procure um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS).
  2. Evite o consumo exagerado e a todo tempo de informações sobre a doença. Quando estiver com dúvidas, busque fontes seguras, como o Ministério de Saúde e a Organização Mundial de Saúde, além de outros protocolos emitidos por hospitais de confiança.
  3. Se alguém conhecido for diagnosticado caso suspeito ou confirmado de COVID-19 não o discrimine, nem o faça sentir culpado! Reforce a importância dela manter-se em isolamento pelos 14 dias.
  4. Discriminar pessoas de outras etnias acreditando que o vírus tem nacionalidade é crime, e tem nome: xenofobia! Produz sofrimento psíquico, problemas sociais e não ajuda em nada no combate à pandemia.
  5. Não alimente o medo nas crianças. Encontre formas positivas de explicar a doença para elas e dêem ouvidos às suas preocupações em relação ao tema.
  6. Durante o período de quarentena, tente aproveitar para desacelerar, procurando manter uma rotina de atividades prazerosas e significativas. Se seu ambiente doméstico lhe for hostil ou violento, denuncie ou peça ajuda para a rede sócio-assistencial ou de segurança.
  7. Se você é trabalhador/trabalhadora sem condições estruturais de interromper o trabalho, proteja-se com as medidas de proteção como lavagem constante das mãos e/ou uso de álcool gel.
  8. Atividades físicas também são importantes para evitar estresse e diminuir a ansiedade. Realize um pouco de atividade por dia, em ambientes protegidos, longe de aglomerações ou de espaços com ampla circulação de pessoas.
  9. Mantenha e cultive a fé e sua religiosidade. Amar ao próximo também é cuidar da sua saúde e do bem coletivo.
  10. Lembre: isso vai passar. Os contatos afetivos e físicos em breve estarão presentes de volta no nosso dia-a-dia. É só uma fase. Mantenha os contatos de forma virtual, por mensagens, telefones, vídeos, redes sociais, etc. Faça bom uso das tecnologias atuais.
  11. Se você foi diagnosticado com COVID-19 ou faz parte do grupo de pessoas com maior vulnerabilidade aos efeitos do vírus (idosos, pessoas imunossuprimidas, ou com doenças cardiorrespiratórias, diabéticos, etc), ou precisa ficar em situação de isolamento não tenha medo, cuide-se, siga as instruções dos profissionais de saúde, recolha-se para cuidar de si. Saiba que você não está sozinho. Profissionais de saúde, universidades e institutos de pesquisa do mundo todo estão trabalhando para conter o vírus o mais rápido possível.

Fonte: OMS, Mental Health Considerations during COVID-19 Outbreak, 2020

Referências

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Protocolo de Tratamento do Novo Coronavírus (2019-nCoV). Secretaria de Atenção Especializada à Saúde, Departamento de Atenção Hospitalar e Urgência e Domiciliar. FEV – 2020. Disponível em:

SECRETARIA DE ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE (SAPS). Protocolo de manejo clínico do coronavírus (COVID-19) na atenção primária à saúde. Março de 2010. Disponível em:

van Doremalen N, Bushmaker T, Morris DH, Holbrook MG, Gamble A, Williamson BN, et al. Aerosol and Surface Stability of SARS-CoV-2 as Compared with SARS-CoV-1. New England Journal of Medicine. 2020 Mar 17;0(0):null.

WHO technical guidance – Patient Management – Coronavirus Disease 2019. Disponível em:

OMS, Mental Health Considerations during COVID-19 Outbreak, 2020

Ansiedade

A ansiedade é um estado emocional que surge diante de situações que sinalizam que algo vai acontecer. Podemos sentir ansiedade de uma forma positiva, quando essa sinalização é de que algo prazeroso vai acontecer e envolve a espera por esse momento. Sentimos também a ansiedade diante de situações que sinalizam um perigo ou uma ameaça – essa é a ansiedade que experimentamos como ruim ou negativa.

A ansiedade é uma característica de todo ser humano, é muito importante para nós, pois tem a função de preparar nosso corpo para enfrentar perigos e ameaças que possivelmente poderíamos precisar enfrentar.

Sentir medo, “frio” na barriga, um “nó” na garganta, tremor nas mãos e pernas, falta de ar, coração acelerado, aperto no peito, preocupação excessiva, agitação, “nervosismo”, dificuldade para dormir, para ter rotina diária, para concentrar numa tarefa, são sintomas comuns de ansiedade e pode ser normal dependendo da situação que se está vivendo.

O que fazer

Reconhecer que está sentindo ansiedade, tentar diminuir esse estado com:

  • Exercícios físicos;
  • Relaxamento;

Conversas com outras pessoas pessoalmente, por telefone, por redes sociais:

tentar não falar de seus sintomas com pessoas que também falam muito sobre
isso; evitar acompanhar notícias sensacionalistas sobre os temas atuais;
buscar ouvir informações de redes autorizadas;

Buscar pessoas que sejam capazes de ouvir; de serem afetuosas; que
ofereçam, ajuda;

Desenvolver uma rotina diária, ter hora reservada no seu dia para todas as
atividades: alimentação, higiene, trabalho, laser, descanso.

Evite: falar muito sobre o assunto que provoca a ansiedade para qualquer
pessoa, escolha alguma que realmente o acalma para falar, evite informações
em excesso…

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